sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

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Governo estuda acordo de cooperação técnica com Israel

A ideia é buscar a tecnologia israelense para desenvolver as cadeias produtivas goianas, agregar valor aos produtos, encontrar novas possibilidades de produção e adaptar tudo aos padrões internacionais para exportação.

Reunião no Gabinete de Representação do Estado de Goiás em Brasília (Foto: Sedi-GO)

O Governo de Goiás, por meio da Superintendência de Negócios Internacionais da Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (Sedi), estuda fechar acordo de cooperação técnica com Israel com a previsão de investimentos em projetos de inovação e tecnologia na cadeia produtiva agrícola. Os detalhes iniciais foram acertados nesta terça-feira (17), em reunião realizada no Gabinete de Representação do Estado de Goiás em Brasília.

O encontro contou com a presença do assessor de Agronegócios e Água, da Embaixada de Israel, Ari Fischer, o superintende de Negócios Internacionais da Sedi, Alexandre César, o gerente de Comércio Exterior, Marcos Dias, o gerente de Organização de Feiras e Eventos de Tecnologia Nacional e Internacional, Ronaldo Costa, e o especialista de água, energia e clima, Alberto Palombo.

A ideia é buscar a tecnologia israelense para desenvolver as cadeias produtivas goianas, agregar valor aos produtos, encontrar novas possibilidades de produção e adaptar tudo aos padrões internacionais para exportação.

“Culturalmente, os pequenos produtores goianos pensam que a exportação é um bicho de sete cabeças, mas não é”, observa o superintendente Alexandre César, ao revelar que, com a expertise de profissionais e empresas israelenses, o Estado de Goiás espera não só aumentar a produção agrícola, como otimizar o processo.

Experiência Israelense

Israel é reconhecido como o país mais avançado em irrigação agrícola. A despeito do solo desértico, o país exporta cerca de 80% do que produz no campo, onde mais da metade das terras são irrigadas com água de reuso.

Ari Fischer, assessor de agronegócios da embaixada de Israel, observa que as melhores terras de Israel são como as piores do Brasil. Nesse cenário, o sucesso de produtividade nos diversos setores só foi possível graças à aplicação de alta tecnologia para o uso eficiente dos recursos naturais.

“É o caso, por exemplo, da lama residual do esgoto tratado, que também é usada como adubo natural”, explica Ari, ao ressaltar a importância de promover a transferência de conhecimento entre os países na temática da agricultura.

Cristalina

Para dar início ao processo de celebração do acordo, o gerente Marcos Dias convidou o assessor de agronegócios para uma reunião de mobilização com produtores de Cristalina sobre a Rota da Fruticultura. O evento acontece no próximo dia 30 e busca organizar toda a cadeia produtiva da fruta, reunindo produtores rurais, grupos comerciais, associações, setor público e demais agentes.

Participaram também da reunião o assessor especial da Seapa, Aurélio Resende, a gestora pública da Superintendência de Negócios Internacionais da Sedi, Sara Silva, e os assessores do Gabinete de Representação de Goiás em Brasília, Bruno Neri e Cláudio Jorge Siqueira.

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