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segunda-feira, 22 de abril de 2024

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PCGO apreende bens e investiga lavagem de dinheiro de organização criminosa que atuava em oito estados

Grupo seria responsável por centenas de fraudes e roubos em todo o país, com volume de perdas estimado em R$ 100 milhões nos últimos cinco anos

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), em trabalho conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou hoje (30/6) a segunda fase da Operação Zayn. A operação investiga uma organização criminosa interestadual, com atuação em oito estados brasileiros, que teria praticado roubos de caminhões, de cargas, receptação, lavagem de dinheiro e outros delitos. As equipes cumpriram 44 mandados judiciais de buscas e apreensões, em Itumbiara (GO), São Paulo, Rio Grande do Sul e Tocantins. A Operação Zayn mobiliza 170 policiais e 45 viaturas.

Segundo o delegado titular da Decar, Alexandre Bruno Barros, esta é a maior organização criminosa de roubo de cargas já desarticulada em Goiás. Os criminosos tinham funções determinadas, desde o roubo dos caminhões. “Eles iam para as rodovias do Estado de Goiás, utilizavam de uma mulher que servia de isca, que atraía os motoristas na rodovia. Rendiam o motorista, levavam ele para dentro de um esconderijo no mato e ficavam com ele até que esse caminhão tivesse todos os seus sinais bloqueadores desligados e a carga completamente roubada”, explica o delegado.

As cargas eram distribuídas em Goiás. Os receptadores já foram identificados. Depois disso, os criminosos adulteravam o caminhão e revendiam. “Depois de adulterado, o caminhão era direcionado para o estado de São Paulo, onde recebia nova pintura, demarcação de chassi, documentação emitida por órgão do Detran do Pará e esses caminhões eram vendidos por preço de mercado, para pessoas de boa fé”, completa Alexandre Bruno.

No total, 58 caminhões roubados pela organização criminosa foram recuperados. A Polícia Civil ainda apreendeu 12 carros, apreendeu armas de fogo e, com a autorização judicial, foram bloqueados imóveis e outros bens dos criminosos. “Nós conseguimos na primeira fase desarticular o núcleo operacional e, agora, com os mandados de busca e apreensão e as prisões que foram efetuadas em flagrante, nós neutralizamos a ação do núcleo financeiro”, finaliza o delegado.

A operação ocorreu em força-tarefa com a Polícia Rodoviária Federal. Segundo o chefe de operações da PRF, Evandro Dalton, o resultado é um exemplo da efetividade do trabalho em conjunto. “Demonstra integração. A ligação entre a Polícia Civil e a PRF consegue abarcar toda organização criminosa. Desde o trânsito, ou da rodovia onde ocorrem os assaltos, até a movimentação em outros Estados. Assim, mostramos que é uma investigação realmente eficaz que abarca toda quadrilha, independente do Estado que ela esteja”, ressalta.

A investigação

A investigação catalogou os líderes da organização criminosa em cerca de um ano de apuração. Além dos roubos, os membros da organização também praticaram falsidade ideológica, adulteração de veículos automotores, receptação e furto qualificado.

Ao todo, foram 56 alvos investigados. A operação ocorreu em Goiás (Goiânia e Itumbiara), São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Sul, Maranhão, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Também houve lavratura de prisão em flagrante por posse ilegal de arma e uso de documento falso.

Estima-se que o grupo seja responsável por centenas de fraudes e roubos em todo o país, com volume de perdas estimado em R$ 100 milhões nos últimos cinco anos, entre 2017 e 2022, às empresas vítimas.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em 2021, quando se verificou fraudes e adulterações de veículos roubados, registrados ilicitamente em Detrans dos estados e com revenda destes veículos adulterados a terceiros de boa fé. Esta nova fase tem como foco a constrição de bens judicialmente autorizada (sequestro e apreensões) decorrentes da lavagem de dinheiro.

A operação foi intitulada Zayn em referência ao nome de origem árabe, que significa “perfeição”, “graciosidade”, em razão da percepção que os integrantes da organização tinham sobre as ações criminosas, já que acreditavam serem perfeitas, sem vestígios e impossíveis de serem descobertas pela ação policial – um feliz engano, como demonstra o sucesso da força-tarefa entre PCGO e PRF.

Fotos: Siqueira – SSP

Divisão de Comunicação da Polícia Civil de Goiás

Secretaria de Estado da Segurança Pública – Governo de Goiás

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