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Liberação dos corpos de mortos em acidente com 9 veículos em Goiás pode demorar
Publicada em: 09/10/2017

Segundo órgão, situação das 4 vítimas, que foram carbonizadas, demanda exame de DNA a partir de amostras de ossos, trabalho considerado mais complexo. Duas famílias já fizeram consulta.

s corpos das quatro pessoas mortas carbonizadas após um acidente envolvendo nove veículos na BR-153, em Mara Rosa, região norte de Goiás, seguem no Instituto Médico Legal (IML) de Uruaçu, também no norte, à espera de identificação. No entanto, segundo o coordenador do órgão, Marcelo de Castro Coelho Morais, a liberação pode demorar até dois meses em virtude da situação em que as vítimas foram encontradas.

"Precisamos fazer o exame de DNA para liberar os corpos e todos estão muito carbonizados. Não há como fazer coleta de digital e por isso, precisamos extrair amostras dos ossos, o que é mais complicado. Depois esse material é levado para o Instituto de Criminalística de Goiânia. O resultado fica pronto entre 30 e 60 dias", disse ao G1.

O acidente aconteceu por volta das 20h20 de sábado (7). Envolveram-se na batida cinco caminhões, três carretas e um carro de passeio. Após as múltiplas colisões, todos pegaram fogo. Além das mortes, outras oito pessoas ficaram feridas sem gravidade. A suspeita da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é que o acidente ocorreu devido a uma ultrapassagem irregular.

Morais afirma que duas famílias, uma de Araguaína e outra de Paraíso do Tocantins, ambas no Tocantins, já entraram em contato e acreditam que as vítimas possam ser parentes seus.

"Eles informaram que conseguiram falar com os proprietários dos caminhões e confirmaram se tratar de seus entes, mas só podemos confirmar após a realização dos exames", pondera. 

Pista bloqueada 

Por conta da batida, o trecho na altura do Km 136 ficou interditado nos dois sentidos por 20h. Às 10h de sábado, veículos voltaram a circular de maneira parcial na rodovia. Porém, as pistas só foram liberadas às 16h30 do domingo (8) após o incêndio ser contido e os veículos, retirados. O engarrafamento chegou a 10 km.

“Segundo informações de vítimas que sobrevieram, uma das carretas invadiu a pista contrária. Houve uma colisão inicialmente e, por ser o término de uma subida, de pouca visibilidade, outros veículos em excesso de velocidade acabaram batendo na sequência”, disse o policial rodoviário federal, Guilherme Rodrigues.

Um vídeo feito pelo Corpo de Bombeiros mostra as chamas consumindo os veículos. É possível ver que o fogo também atingiu a vegetação às margens da pista. Por conta do impacto das batidas, as cargas também ficaram espalhadas na estrada.

 

FONTE: G1/Goiás

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